Zeitgeist é um filme que mostra as mentiras do mundo, por isso acho que todos devem assistir.
A primeira parte do filme trata da religião, que é uma questão muito polêmica, o filme mostra a construção de várias religiões e mitologias com base na astronomia. Não espero que as pessoas parem de acreditar em suas religiões só por assitir ao filme, mas passem a refletir sobre a instituição religiosa e o seu papel.
Mas o que realmente importa é a segunda e terceira partes. Na segunda parte do filme é atacado o mito do terrorismo, e com fortes e concretas evidências, o filme prova que estamos sob o contole de pessoas poderosas: governantes e altos burgueses. Nossa mente é continuamente controlada por propagandas, "tradições", "valores" e mentiras.
A terceira parte fala sobre o "monetarismo", todo o esquema econômico mundial centrado em uma mentira: o dinheiro.
Você que se acredita livre, sob uma democracia, faça um favor a si mesmo e assita ao filme, que então descobrirá que você é nada mais do que um fantoche. Se gostar, assita também ao segundo filme: Zeitgeist Addendum (que também pode ser encontrado no Google videos). obrigado, F.Rönnow.
O swing é um subestilo de jazz nascido no fim dos anos 20 em Nova Iork, quando músicos de Nova Orleans e Chicago migraram pra lá. Swing significa bossa; balanço, e é baseado em um esquema chamado "Four Beat Jazz", composto por um compasso de quatro batidas fortes. Esse compasso do swing foi desenvolvido após o esgotamento do "Two Beat Jazz", esquema anteriormente utilizado no estilos Chicago, Nova Orleans, Dixieland e até mesmo no Ragtime, que consistia obviamente em um compasso (quaternário) de duas batidas fortes.
Comercialmente, esse foi um dos pontos mais fortes de toda a história do jazz, liderado por Benny Goodman, "The King of Swing", com hits como "sing, sing, sing". Durante a era do swing, inclusive, se deu o melhor aprimoramento dos instrumentistas. Nessa época, foi muito comum a formação de Big Bands, como a orquestra de Count Basie. O sucesso do swing deveu-se em parte ao seu rítmo dançante, que, por isso, esteve muito presente em festas e filmes.
No swing, é importante todo o conjunto de instrumentistas estarem "seguindo a bossa", mas ao mesmo tempo é importante o toque individual do artista, por isso diz-se que o swing é um estilo muito individual e coletivo. Por isso, apesar da forte presença das Big Bands, muitos solistas se destacaram, como Coleman Hawkins, Chu Berry, Benny Goodman, Fats Waller, Roy Eldridge e vários outros.
Uma figura interessante dessa época, porém nem sempre referido dentro desse estilo (mas que vale a pena mencionar) foi Django Reinhardt. Reinhadt era um violonista com algo diferente: ele tocava apenas com dois dedos. Aqui vai uma música famosa por estar presente na trilha sonora do filme "Chocolate".
O álbum é simplismente o que o Swing, o Bop e o Bebop têm de melhor a oferecer e mais um pouco muito. A fusão entre Swing e Bebop aparentemente paradoxal ocorre com tranquilidade para Dizzy.
Lançado em 1967 época de ouro do jazz, o Free jazz está estabelecido, pode-se de tudo no jazz... Essa liberdade permite ao nosso querido Dizzy compor esse álbum.
A primeira faixa, homônima do álbum, já chega pra que o espectador fique sem saber o que esperar. A introdução conta com o humor inconfundível de Dizzy, que, ao ritmo típico do swing, faz seus gritos e onomatopeias*. Em seguida o refrão um tanto nostálgico (pelo menos aparentemente nostálgico para Dizzy) seguido de um solo muitíssimo bem arranjado de trompete, com uma bateria muito competente. E voltamos ao belo refrão. Uma curiosidade: essa música é uma parodia da música "Swing Low, Sweet Chariot".
A segunda faixa: "Mas Que Nada". A famosa música brasileira composta por Jorge Ben Jor. A melodia-base foi interpretada nesse álbum com fidelidade com o acréscimo de um arranjo bem ao estilo Bebop, muito agradável e intenso ao mesmo tempo.
3ª faixa: "Bye". É possível sentir uma atmosféra triste, lembrando o Blues, na minha interpretação é uma música onde Dizzy lembra de Charlie "Bird" Parker, seu inseparável amigo, Dizzy nunca mais foi o mesmo depois da morte de Bird. "Bye" parece ser uma lamentação musical que se desenvolve com um ritmo lento. É possível sentir a mágoa na execução da bateria, assim como na melodia. Mas no final Dizzy "dá um basta" e segue para a proxima faixa...
"Something in Your Smile" é a quarta faixa, a melodia é guiada pelo vocal de Dizzy, um ritmo muito fraco é utilizado, característico do Bebop. Enfim, possui uma bela melodia, serena e esperançosa.
Quinta e última faixa: "Kush". Parece ter mesmo sido feita pra uma finalização. Inicia-se uma harmonia calma... aos poucos entram outros elementos... percussão e melodia de acompanhamento. Lembra uma bela manhã de sol. Entra a segunda parte um balanço forte, o trompete arrojado ajuda a percussão no swingue... encerra-se esse balanço? Não, ele começa novamente! Prolonga-se um balanço calmo... um solo de Dizzy e você começa a "voar", a música flui suavemente. E então vem uma terceira parte. Aquela organização levemente caótica bebopística toma conta. O rítmo vai ficando mais lento e calmo mas mais jazzístico do que nunca. Vão parando todos os intrumentos... o trompete executa uma última harmonia, é como se o fim estivesse próximo, e enfim ele chega.
*as onomatopeias utilizadas no jazz foram desenvolvidas em Nova Iork por músicos do Harlem, o interessante é que os espectadores viam aquilo como o mais puro jazz.
"Nada foi tão importante em toda a história do jazz quanto Louis Armstrong. Se ele não tivesse existido nós também não existiríamos. Eu quero agradecer aqui em público a Louis Armstrong, a razão da minha vida." (Dizzy Gillespie).
Louis Armstrong, uma lenda, o cara que mostrou o jazz ao mundo. O jazz pode ser dividido em pré-Louis e pós-Louis. O jazz pré-Louis era nada mais do que um gênero regional, desconhecido longe de Nova Orleans, Dixieland e algumas outras cidades dos EUA. Já o jazz pós-Louis é algo bem arranjado, modernizado, mais urbano.
Satchmo foi a razão para que muitos garotos se tornassem jazzistas, ele também contribuiu muito para a frequente posição de protagonista do trompete nas execuções de jazz. O trompete de Louis era extremamente potente, assim como seu vocal; sua personalidade e presença de palco muito fortes contribuiram para seu sucesso.
Durante sua carreira ele obteve grande sucesso em seu grupo "Hot Five", que depois se tornou "Hot Seven", onde tocou com o famoso trombonista Kid Ory, de 1925 a 1929; e no "Louis Armstrong All Stars", formado no fim da década de 40, um ponto muito alto de sua carreira foi um show que deu esse grupo em Boston em 1947.
Mas como história não tem graça, vamos às musicas:
-"What a Wonderful World"
Um grande sucesso comercial, o que pode-se adimirar é o grave e potente vocal de Satchmo, essa música apresenta um estilo meio pop, podendo se encaixar talvez no subestilo pop-jazz.
-"When the Saints Come Marching in"
Uma Música que se encaixa muito bem no subestilo Swing. Exelente melodia de base, com bons solos de todos os instrumentos de sopro, um rítmo forte, característico do swing.
-"La Vie en Rose"
Belíssima música, linda melodia, e como sempre com o vocal impressionante de Louis; pode ser definida como Vocal Jazz, mas eu prefiro me referir como um Standard Jazz por razões pessoais.
-"St. Louis Blues"
Outro Standard Jazz, um tanto pop, com uma execução no trompete muito interessante, bem jazzística, típica do standard jazz mesmo - bem ao estilo de execução de Satchmo que tanto influenciou gerações de jazzistas.
Observem que Louis Armstrong tocava um estilo bem pop, o que deu ao jazz maior visibilidade. Mas Louis adimirava também aquele músico que se trancava e ficava horas a pesquisar, essa adimiração levou o jazz a um rumo independente do mundo pop e é isso que fascina no jazz, sua cara experimental, sempre inovando (graças a deus, ou melhor, graças a Satchmo).
E pra começar os trabalhos, nada melhor que uma recomendação!
Então, por esses dias, tenho ouvido jazz pra viajar. Se você também tem essa intenção, eis que lhe indicarei um álbum para alcançar este nobre objetivo!
O álbum é do Pharoah Sanders. Pra quem não conhece, o cara tocou com o Trane, Sun Ra, Don Cherry e é um dos expoentes do Free Jazz. Só pra dar uma noção da magnitude do velho, segundo o também foda Albert Tyler, "Trane era o Pai, Pharoah era o Filho, eu sou o Espírito Santo".
Só por aí já dá pra ver o nível do nosso camaradinha Pharoah..
então, o nome do álbum é "Elevation". Muita gente não acha esse álbum tanta coisa assim, mas sinceramente, pra mim é um dos melhores do Pharoah, se vc quer viajar, esse é o álbum pra vc. A faixa mais importante, pelo menos pra mim, com certeza é a faixa título com duração de quase 18 minutos. O tema principal dessa música é com certeza um dos mais bonitos que eu já ouvi num álbum de jazz, é simplesmente uma progressão perfeita, que aliada a percussão, aos sinos e tudo mais, dá um tom tão sereno à composição que você nem imagina que isso vai virar um "free" à la Pharoah. No começo, o sax é bem controlado e comportado, acompanhando de forma muito interessante o tema principal e algumas variações dele, mas lá pros 5 minutos quando você pensa "Nossa, essa música é do Pharoah mesmo?", o velho solta seus famosos "gritos" no sax, acompanhado pela banda numa tempestade de notas e dissonâncias cuidadosamente calculadas, que pra mim pelo menos, parecem uma "queda" na "elevação". Depois desse momento de caos, a música volta à sua forma original. Com um grande solo de baixo por Calvin Hill a coisa se acalma e se conclui com o mesmo (fodiiiiiisssimo) tema do início. É nesse momento que vc infelizmente percebe o fim da sua viagem de 18 minutos. Mas sem problema, é só ouvir o resto do álbum pra ter mais uma meia hora de viagem =)