Em uma palavra: detirarofôlego!!!
O álbum é simplismente o que o Swing, o Bop e o Bebop têm de melhor a oferecer e mais um pouco muito. A fusão entre Swing e Bebop aparentemente paradoxal ocorre com tranquilidade para Dizzy.
Lançado em 1967 época de ouro do jazz, o Free jazz está estabelecido, pode-se de tudo no jazz... Essa liberdade permite ao nosso querido Dizzy compor esse álbum.
A primeira faixa, homônima do álbum, já chega pra que o espectador fique sem saber o que esperar. A introdução conta com o humor inconfundível de Dizzy, que, ao ritmo típico do swing, faz seus gritos e onomatopeias*. Em seguida o refrão um tanto nostálgico (pelo menos aparentemente nostálgico para Dizzy) seguido de um solo muitíssimo bem arranjado de trompete, com uma bateria muito competente. E voltamos ao belo refrão. Uma curiosidade: essa música é uma parodia da música "Swing Low, Sweet Chariot". A segunda faixa: "Mas Que Nada". A famosa música brasileira composta por Jorge Ben Jor. A melodia-base foi interpretada nesse álbum com fidelidade com o acréscimo de um arranjo bem ao estilo Bebop, muito agradável e intenso ao mesmo tempo.
3ª faixa: "Bye". É possível sentir uma atmosféra triste, lembrando o Blues, na minha interpretação é uma música onde Dizzy lembra de Charlie "Bird" Parker, seu inseparável amigo, Dizzy nunca mais foi o mesmo depois da morte de Bird. "Bye" parece ser uma lamentação musical que se desenvolve com um ritmo lento. É possível sentir a mágoa na execução da bateria, assim como na melodia. Mas no final Dizzy "dá um basta" e segue para a proxima faixa...
"Something in Your Smile" é a quarta faixa, a melodia é guiada pelo vocal de Dizzy, um ritmo muito fraco é utilizado, característico do Bebop. Enfim, possui uma bela melodia, serena e esperançosa.
Quinta e última faixa: "Kush". Parece ter mesmo sido feita pra uma finalização. Inicia-se uma harmonia calma... aos poucos entram outros elementos... percussão e melodia de acompanhamento. Lembra uma bela manhã de sol. Entra a segunda parte um balanço forte, o trompete arrojado ajuda a percussão no swingue... encerra-se esse balanço? Não, ele começa novamente! Prolonga-se um balanço calmo... um solo de Dizzy e você começa a "voar", a música flui suavemente. E então vem uma terceira parte. Aquela organização levemente caótica bebopística toma conta. O rítmo vai ficando mais lento e calmo mas mais jazzístico do que nunca. Vão parando todos os intrumentos... o trompete executa uma última harmonia, é como se o fim estivesse próximo, e enfim ele chega.
*as onomatopeias utilizadas no jazz foram desenvolvidas em Nova Iork por músicos do Harlem, o interessante é que os espectadores viam aquilo como o mais puro jazz.
Por F.Rönnow.


Fala de Bioshock ai seus vacilão! Quando mato meu primeiro BIG DADDY?! Votei Coltrane porque tem COLT no nome..
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