Para começar esse blog sobre Jazz nada melhor que tentar definí-lo. Pois é, esse é o problema, muita gente diz que é impossível definir o que é o Jazz. E realmente não é nada fácil... mas aqui vai a minha tentativa: O gênero musical hoje conhecido como Jazz teve várias "faces" durante sua história (talvez por isso seja tão difícil definí-lo). O Jazz surgiu a partir da mistura do Folk Estadunidense (tocado/cantado em geral por brancos), das WorkSongs (músicas cantadas por escravos e trabalhadores livres, na maioria negros, estadunidenses na lavoura), da Música Clássica Europeia e das tradições africanas.
Essa fusão aconteceu no final do séc. XIX no sul dos Estados Unidos, em uma época de franca ascendência estadunidense mas em uma área coadjuvante no cenário econômico de seu país.
Musicalmente, o que define o Jazz é:
- Seu ritmo quaternário muitas vezes sincopado (o "swingue" para os músicos de Jazz);
- As harmonias características do Blues, utilisando as chamadas blue notes, a quinta diminuta e as terceira e sétima bemois;
- Seu arranjo flexível, que permite os mais variados tipos de inprovisações.
Historicamente, como já comentado, o Jazz teve diferentes formas e finalidades. No início, era apenas uma música alegre, lembrando temas circences. Mais tarde passou a ser visto como um gênero dançante, muito presente em festas. A partir dos anos 40 o Jazz começou a entrar em um ambiente mais cool em uma de suas vertentes, tornando-se uma música mais tranquila e reflexiva. Na outra vertente, o Jazz tornou-se agressivo, caótico. Com o estabelecimento do Free Jazz o gênero ganhou tal liberdade que passou a ser visto como dançante, sereno, elétrico, psicodélico ou erudito.
O Jazz é adimirado por sua vitalidade e espontaneidade de seus músicos , seu swingue e pela individualidade de cada artista. O Jazz é além de tudo uma forma de fazer Arte "com 'A' maiúsculo".
Por F.Rönnow.


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